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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Heroes - 3×21 - Into Asylum


Em um ritmo fraco e desgastante Heroes começa a chegar ao fim de sua terceira temporada e isso muito me preocupa. É inevitável que com a aproximação da season finale fiquemos mais esperançosos por um fim decente, mas acho que Into Asylum veio para mostrar, pela terceira vez consecutiva, que nunca conseguirá realizar este feito.

O que mais me irrita é o fato da série conter erros de continuidade grotescos como a invasão do apartamento de Danko pelo Sylar no 3×19, depois o sumiço do nosso vilão no 3×20 e agora a aparição dele no 3×21. É preciso amarrar melhor estas pontas.

Mas apesar dos erros citados acima, posso dizer que valeu a pena ter visto o episódio pela união de forças entre Sylar e Danko. Como todos nós já suspeitávamos há algum tempo, Gabriel convenceu o caçador a juntar forças para alcançarem seus objetivos e foi demais a correria atrás do transmorfo. Assim como Sylar ele tinha o desejo de ser alguém com poder, mas seu único problema é que ele não é Gabriel Sylar. Danko até que tentou evitar a sociedade com seu inimigo, mas praticamente foi obrigado visto que nunca conseguiria pegar seu bandido sozinho, embora a forma com que ele foi pego mostrou exatamente o contrário.

Agora sejamos sinceros, foi muito legal o Danko pedindo para o Sylar não abrir a cabeça do transmorfo para usá-lo como prova de que Noah, o agente com vinte anos de experiência, estava enganado. A sequência em si foi ótima: o Sylar preocupado que Danko o tivesse matado e o caçador cumprindo com o acordo que fizeram.

E outra coisa que eu gostei neste episódio foi a forma que as transformações aconteciam: havia dor e angústia toda vez que o transmorfo assumia uma nova identidade. Isso foi legal; só tinha visto este ponto de vista da dor em um episódio da terceira temporada de Arquivo X e nunca mais.

Com relação à acusação de Danko de que Sylar está desesperado por uma nova identidade não podíamos concordar mais com ele, porque desde sua primeira aparição é este lance de procurar o pai, a mãe e o raio que o parta de parentes para ele tentar descobrir porque ele é assim. Pô, o cara não percebe que nasceu ruim e vai ser sempre ruim? E nem vem com esta história de que no futuro ele vai ser pai e vai ser um cara bom que essa eu não engulo. A gente viu apenas um recorte do tempo e isso não pode provar nada. Como o próprio Danko disse, Sylar já assumiu tantas identidades, é tão dissimulador que seria capaz de fingir ser uma pessoa boa para o resto da eternidade.

Mas somente isso é que foi a parte boa do episódio, porque ver Peter lamentando-se com uma imagem e pedindo pra ela cumprir sua parte foi demais para o meu gosto. Meu rapaz, você não é mais nenhuma criança e acho que está na hora de entender que essa será a vida que você viverá sempre, correndo, fugindo, escapando e, para a nossa felicidade, lutando. Você pode até não gostar, mas a gente aqui do outro lado da tela adoramos ver um entrave cheio de efeitos especiais entre você e o Sylar. Por isso, está na hora de você começar a se tornar aquele cara frio do futuro porque ver você deste jeito é um pé no saco, meu chapa.

E como se Peter sozinho já não fosse capaz de destruir o episódio, ele conta com a ajuda da super intragável adolescente e seu pai super “não sei o que faço da minha vida, estraguei tudo”. Claire e Nathan sozinhos já são difíceis de engolir; os dois juntos então, torna-se uma tarefa bastante desafiadora. E quando a Claire começa a fingir estar bêbada? Na hora eu fui obrigado a parar, buscar uma Ice na geladeira e acompanhá-la porque só assim eu acho que fui capaz de assistir Into Asylum até o final. Peço desculpas mesmo, para aqueles que gostaram do episódio, mas eu tentei gente; e cá estou cumprindo minha parte do acordo. Ouviu Peter? Não venha me cobrar nada heim!

Hayden Penettiere até que não atuou mal no começo do episódio, mas depois… aff. E os maquiadores de Heroes para dar uma forcinha aos fãs na campanha “Kill the cheerleader, save the show”, ainda deu a loirinha uma franjinha bem no estilo floquinho (da turma da Mônica).

Enfim, como é de costume em Heroes, depois de uma leve melhorada sempre vem um Katrina e leva nossas esperanças como um tufão.
Estou sinceramente na esperança ainda de que esta temporada se encerrará bem se Fuller tomar as rédeas e dizer: “Pára tudo que este trem está fora dos trilhos e eu preciso botar ordem nesta zona.”

Não comentarei sobre Angela, mas que fique explícito que sua atuação é sempre impecável e sua storyline é sempre muito interessante. Vou deixar para falar dela no vindouro Turn and Face the Strange, que contará, creio eu, com uma boa parcela do brilhantismo de Cristine Rose.

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