Páginas

segunda-feira, 30 de março de 2009

Heroes - 3×20 - Cold Snap


É encantador a forma com que Bennet e Angela Petrelli se comunicam, se entendem e se respeitam. Ambos se resguardaram em suas decisões. Bennet mostra, de fato, a falta de objetividade em seu trabalho como infiltrado na equipe de Danko quando se descuida ao fazer a barba, acabando por se cortar. Também esquece de pegar o guarda chuva em um dia que, não precisava do repórter do tempo para lembrá-lo do óbvio. Pode parecer ridículo este meu apontamento no episódio, mas são estes detalhes ínfimos que nos mostram os nós dos roteiros. É só por meio de técnicas como “frases de efeito” e gestos que os roteiristas conseguem demonstrar a evolução das storylines sem chamar seus telespectadores de ignorantes. Neste ponto (o foco) Angela ressalta sutilmente, como sempre, seus esforços por sua causa; permitindo até mesmo arruinar seu relacionamento como mãe dos irmãos Petrelli.

E de um nível incrível com Danko, Bennet e Angela - os melhores personagens de Heroes na atualidade - perdemos literalmente o chão com a volta do casal gay mais insuportável da TV americana. E quando digo gay não é por preconceito não. Eles mesmos fizeram a piada. E o mais incrível desta passagem é ver os dois patetas não entenderem o que o bebê queria dizer.

Angela “Deusa” Petrelli. Você salva o meu dia agindo como a Rainha do Improviso. Sua habilidade lhe mostra o risco em segundos… eu disse… segundos depois a mulher já está agarrada a um estranho qualquer fugindo tranqüilamente.

Mas calma pessoal, ainda tem mais coisa interessante pela frente. Como se não bastasse a cena ágil elaborada por Fuller, nossos olhos se perdem na rapidez e solidez com que o ato seguinte do episódio consegue tomar a frente. Rebel/Micah (e agora é inevitável não presumirmos sua identidade) libera Tracy e não a culpo por querer fugir sozinha, afinal de contas ela foi a única torturada com as algemas e o super aquecedor que inibe seus poderes. Ela ajuda Mohinder e Parkman com seus inibidores e carregando a velocista encontram seu primeiro obstáculo. Como diz o ditado “a fila anda” e com um bando de soldadinhos na frente não dá pra ir a lugar algum.
E então chegamos ao Boom deste episódio e o responsável pelo título do mesmo. Tracy Strauss se despede do público de Heroes gloriosamente nos emocionando e surpreendendo com o uso TOTAL de seus poderes criando, como ela mesma disse (nas palavras de Bennet), “a hell of a cold snap” (uma frente fria dos infernos).

Esperemos que os produtores não tragam mais um clone para aproveitar Ali Larter desta vez. Sua saída foi espetacular e digna da atriz que é. Uma pena é o fato de nos despedirmos de Larter com a lembrança de uma política sem princípios. (Mas não se preocupe. Nunca irei me esquecer de você Niki Sanders: sua habilidade, sua garra como mãe e sua destreza como heroína).

E para fechar Cold Snap com “chave de ouro”, acabamos com mais uma baixa na nossa linha de frente de super-heróis. Bryan Fuller, meus parabéns.

Nenhum comentário:

Postar um comentário